✨ Resenha : Sacred Leather - Keep The Fire Burning ✨ (Lançamento: 12 de Dezembro de 2025) - Joana D'arc

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05 novembro 2025

✨ Resenha : Sacred Leather - Keep The Fire Burning ✨ (Lançamento: 12 de Dezembro de 2025)



O Heavy Metal tradicional está em boas mãos, e a banda Sacred Leather de Indianapolis prova isso com seu segundo álbum de estúdio, Keep The Fire Burning. Lançado via King Volume Records/Wise Blood Records, este trabalho é uma declaração de amor inabalável ao som clássico, resgatando a fúria e o virtuosismo que definiram a era de ouro do gênero. Com uma produção nítida e potente de Arthur Rizk e a arte icônica de Nokoono, o quinteto – liderado pelo vocalista Dee Wrathchild – entrega dez faixas que soam menos como nostalgia e mais como uma ressurreição do metal mais ardente da NWOBHM e do US Power Metal. Prepare-se para riffs galopantes, vocais altíssimos e uma seção rítmica que atinge como um martelo. O fogo não apenas está aceso, ele está em plena combustão.



🔥 Análise Faixa a Faixa

  1. "Resurrection" A faixa de abertura cumpre o que promete. Um riff de impacto com um ritmo de bateria vigoroso estabelece o tom. O vocal de Dee Wrathchild já entra rasgando, lembrando as performances mais imponentes de Rob Halford ou Joey Belladonna. É uma faixa rápida e direta que serve como um soco de boas-vindas.

  2. "Spitfire At Night" Flui naturalmente da anterior, apresentando os dual leads de guitarra matadores que são a marca registrada do metal oitentista. A canção é um hino de velocidade noturna, com um refrão pegajoso e pronto para ser cantado com o punho no ar. É a personificação do “New Wave of Traditional Heavy Metal” (NWOTHM).

  3. "Phantom Highways (Hell Is Comin' Down)" Esta é a faixa que evoca o espírito das estradas, com divebombs frenéticos e solos de guitarra que "voam sobre a via expressa noturna". É um exercício de virtuosismo de Cvon Owens e Lynn St. Michaels, equilibrado por um ritmo implacável que não deixa ninguém parado.

  4. "Wake Me Up" Um pouco mais "musculosa" e com um groove marcante. Possui uma pegada que lembra o Dokken mais pesado, com linhas de baixo suadas e sensuais de Magnus Legrand. Wrathchild mostra sua versatilidade vocal aqui, expandindo o alcance de suas cordas vocais de maneira notável.

  5. "Fallen Angel" Um andamento mais cadenciado, mas sem perder a força. O mid-tempo aqui remete à fase Defenders of the Faith do Judas Priest, misturando hard rock tardio dos anos 80 com elementos do heavy metal clássico. É onde a melodia se aprofunda sem sacrificar a agressividade.

  6. "Flatline" Um interlúdio instrumental. Curto e melódico, serve como uma pausa suave e atmosférica entre a primeira e a segunda metade do álbum. É um momento de respiro que precede a intensidade das faixas seguintes.

  7. "Tear Out My Heart" Começa com um groove pesado, mas se transforma sutilmente em uma balada poderosa, evocando as grandes canções emocionais do Queensrÿche. É uma faixa que surpreende pela profundidade e pela entrega vocal mais dramática, provando que a banda domina a dinâmica de luz e sombra.

  8. "Malevolent Eyes" Gira a chave de volta para a fúria. Acelera os motores novamente, sendo um dos momentos mais ferozes do disco. Riffs rápidos e agressivos dominam, preparando o terreno para a apoteose final.

  9. "Keep The Fire Burning" A faixa-título faz jus ao seu nome. É um hino grandioso, com um espírito que invoca o poder do Manowar e uma velocidade demoníaca. Os vocais de fundo em camadas e o andamento acelerado a tornam a candidata perfeita para o encerramento dos shows, deixando a plateia em êxtase.

  10. "Mistress Of The Sun" Um encerramento dramático e épico. O metal melódico se aproxima das vibrações de clássicos como o primeiro álbum do Europe ou o Savatage da era Edge of Thorns. É uma conclusão poderosa que injeta grandiosidade e melodia, fechando o álbum com chave de ouro.





Keep The Fire Burning é mais do que apenas uma homenagem: é uma masterclass em Heavy Metal Tradicional bem executado. Sacred Leather conseguiu destilar a essência da década de 80 – a paixão, a velocidade e o fogo – em um álbum coeso e revigorante. As composições são memoráveis, a performance instrumental é estelar, e o vocal de Dee Wrathchild é a tocha que mantém a chama viva. Para fãs de Judas Priest, Accept e Iron Maiden, este álbum não é uma sugestão, é uma necessidade. O Sacred Leather prova que o metal clássico está vivo e pronto para conquistar uma nova geração. Eles não apenas mantiveram o fogo aceso, eles o transformaram em um inferno.






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