Empresas apostam em previdência corporativa para enfrentar crise de ansiedade financeira no trabalho e reter talentos - Joana D'arc

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29 agosto 2025

Empresas apostam em previdência corporativa para enfrentar crise de ansiedade financeira no trabalho e reter talentos


No Brasil, são cerca de 15 milhões de pessoas com algum tipo de plano de previdência privada

Num cenário em que a saúde financeira dos trabalhadores é reconhecida como fator determinante para a produtividade e o clima organizacional, planos de previdência corporativa vêm ganhando protagonismo nas estratégias de recursos humanos. A tendência é confirmada por um estudo da consultoria Mercer, que aponta que mais da metade das empresas brasileiras já oferecem esse tipo de benefício, enquanto 60% dos trabalhadores admitem que preocupações com dinheiro afetam sua concentração no expediente.

Segundo dados publicados no Relatório Gerencial da Previdência Complementar, cerca de 15 milhões de pessoas possuem algum tipo de plano de previdência privada (somando planos abertos, como PGBL/VGBL, e planos fechados). Ou seja, são 7,1%, levando em consideração uma população de 212,6 milhões em 2024, segundo o IBGE.
Se compararmos apenas com a população economicamente ativa (PEA), que gira em torno de 110 a 115 milhões de pessoas, o percentual sobe para cerca de 13% a 14%.

“O que temos observado é uma mudança de mentalidade nas empresas. A previdência deixou de ser vista como um benefício restrito à aposentadoria e passou a ser uma ferramenta de valorização, pertencimento e estabilidade emocional dentro do ambiente de trabalho”, afirma Denise Maidanchen, diretora da Universidade Corporativa da Previdência Complementar e CEO da Quanta Previdência, entidade de previdência privada com sede em Florianópolis (SC). Segundo a executiva, os profissionais de RH demonstram especial interesse em entender os modelos de contribuição e a viabilidade de adaptação às políticas internas.

Cultura do cuidado e responsabilidade social

Diante desse panorama, modelos como o Cooprev, instituído pela Quanta Previdência, vêm sendo apontados como soluções de impacto direto no bem-estar e na retenção de talentos. Com uma proposta flexível, o plano já é adotado por mais de 60 empresas e apresenta alta taxa de adesão entre os colaboradores. A gestão 100% digital permite que a adesão e o acompanhamento do plano sejam realizados com agilidade, sem impactar a rotina das equipes de RH.

Denise explica que outro diferencial importante do Cooprev são os incentivos fiscais oferecidos tanto para empresas quanto para colaboradores. Se a empresa realiza os aportes e adota o regime de lucro real, pode abater até 20% da folha salarial dos participantes como despesa operacional, reduzindo o valor do imposto de renda pessoa jurídica. Já para os colaboradores, os valores investidos no plano podem ser deduzidos da base de cálculo do imposto de renda em até 12% da renda bruta anual tributável, desde que optem pela declaração no modelo completo.

“Quando uma empresa investe na previdência do seu time, ela está dizendo: ‘me importo com seu futuro’. Essa mensagem fortalece vínculos, diferencia a marca empregadora e contribui para uma cultura organizacional mais empática e responsável”, afirma Denise Maidanchen.

Previdência como política de bem-estar e engajamento

Na avaliação de especialistas, oferecer previdência privada aos colaboradores deixou de ser um diferencial apenas financeiro e passou a integrar estratégias mais amplas de cultura organizacional e saúde emocional.

“Hoje, a segurança financeira é uma das principais causas de ansiedade entre os brasileiros. Quando a empresa oferece um plano, como o Cooprev, por exemplo, ela está, na prática, investindo na tranquilidade do colaborador — e isso melhora o clima interno, aumenta a produtividade e reduz o turnover”, afirma Denise Maidanchen.

O plano também incentiva a educação financeira e o planejamento de longo prazo, ampliando o impacto do benefício para além da vida profissional. Segundo a CEO da Quanta, esse é um ponto valorizado por colaboradores de todas as faixas etárias, mas especialmente pelas gerações mais jovens, que enxergam valor em empresas comprometidas com bem-estar, propósito e futuro.

Foto:

Denise Maidanchen, diretora da Universidade Corporativa da Previdência Complementar e CEO da Quanta Previdência

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