Abril Azul: conheça caminhos para facilitar a comunicação com autistas - Joana D'arc

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17 abril 2026

Abril Azul: conheça caminhos para facilitar a comunicação com autistas


Comunicação se mostra um desafio para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA); especialista indica caminhos ideais para o dia a dia

No mês de abril, acontece o Abril Azul, que visa trazer o debate sobre a conscientização mundial do autismo. Entre os desafios para aqueles que convivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a comunicação se torna uma barreira, principalmente a depender dos diferentes graus da condição.


A quebra de obstáculos com relação ao diálogo se torna, então, mais um movimento de inclusão de pessoas com o diagnóstico. De acordo com o Dr. João Grangeiro, diretor executivo da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), as dificuldades ainda podem passar pela interpretação de gestos, de expressões e de intenções, o que torna o desafio ainda maior. Ele alerta para o papel da sociedade no processo.


“É fundamental que nós estejamos dispostos a adaptar a forma de nos comunicarmos. É um processo que permite interações mais claras, objetivas e acolhedoras – além de dar autonomia ao autista. A ideia não é apenas reduzir barreiras, mas também estimular a participação de pessoas em diferentes espaços do cotidiano”, pontua.


O especialista preparou alguns caminhos para facilitar a comunicação com pessoas com TEA. Confira:


  1. Linguagem clara e objetiva

O ideal é que a comunicação tenha o uso de linguagem direta e sem muitas simbologias, o que facilita a compreensão por parte dos autistas.


  1. Fale no ritmo da pessoa

É necessário dar tempo para que ela processe a informação e responda. Também é interessante evitar interromper ou completar frases. Importante lembrar de que o tempo de resposta pode ser diferente, mas isso não significa falta de compreensão.


  1. Recursos visuais

Imagens, cartões, aplicativos ou até gestos podem ajudar muito na comunicação, especialmente para quem tem dificuldade na fala.


  1. Observe a comunicação não verbal

Nem toda comunicação acontece por palavras. Expressões faciais, movimentos corporais e comportamentos também são formas importantes de expressão.


  1. Rotina previsível de interação

Ambientes estruturados e previsíveis ajudam a reduzir a ansiedade e facilitam a comunicação.


  1. Valide tentativas de comunicação

Mesmo que não seja o ideal para o momento, é fundamental reconhecer e incentivar qualquer esforço de interação. Isso fortalece a confiança e estimula o desenvolvimento.


  1. Apoio profissional quando necessário

Fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais podem orientar estratégias personalizadas, com respeito às necessidades de cada pessoa.


Ainda segundo Dr. Grangeiro, é importante reforçar que a comunicação é uma via de mão dupla, em que o desafio pode aparecer para ambos os lados da conversa. Para ele, “pequenas adaptações podem facilitar a compreensão e construir relações mais respeitosas e acolhedoras”.

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