
O feminicídio não é um fato isolado, não é tragédia anunciada e muito menos “crime passional”.
É o retrato cruel de uma sociedade que ainda falha em proteger suas mulheres, que naturaliza a violência, silencia denúncias e empurra a responsabilidade sempre para depois.
É inadmissível ver a sociedade mergulhada em uma discussão maluca por causa de uma propaganda de chinelo, enquanto fecha os olhos para as inúmeras Tainaras que são assassinadas todos os dias. Mulheres que perdem a vida vítimas de um machismo estrutural, enraizado, violento e historicamente tolerado.A cada mulher assassinada, não é apenas uma vida que se perde.
É o Estado que falha, é a sociedade que se omite, é o poder público que cruza os braços enquanto discursos vazios substituem ações concretas.A luta contra a violência contra a mulher não é uma pauta de esquerda ou de direita.É uma luta humana.É uma luta de todos nós.Chega de falácias, chega de campanhas apenas em datas simbólicas, chega de discursos prontos e políticas que não saem do papel.
O poder público tem obrigação legal, moral e social de agir: investir em prevenção, fortalecer a rede de proteção, garantir acolhimento, segurança, educação e punição rigorosa para os agressores.Não basta lamentar depois.Não basta postar notas de pesar.Não basta fingir surpresa.
Enquanto mulheres continuarem morrendo, todos somos responsáveis.O silêncio também mata.A omissão também mata.Basta de violência.Nenhuma a menos.
Redação soltando verbo notícias.Ivo Amorim
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