Crédito: FreePik
Durante a Copa do Mundo de 2022, repercutiram nas redes sociais imagens de jogadores da seleção brasileira e do ex-craque Ronaldo Nazário saboreando um bife com ouro 24 quilates em um restaurante no Qatar. A refeição luxuosa surpreendeu pelo valor (de R$ 3 mil a R$ 9 mil) e gerou dúvidas sobre se a prática é segura à saúde e se acrescenta sabor ao prato.
Michel Arthaud, influenciador e professor de Química da Plataforma Professor Ferretto - focada na preparação para o Enem e vestibulares, que hoje conta com cerca de 50 mil alunos de todo o Brasil - esclarece os principais questionamentos sobre o consumo do metal. “A maioria das pessoas acreditam que o ouro é prejudicial ao corpo e que o custo para reproduzir esse tipo de receita é muito alto, mas por mais “ostentação” que seja, a prática é mais simples do que parece’’, explica o docente.
Ele desmistifica as dúvidas sobre a iguaria “curiosa”:
Consumir ouro é maléfico à saúde?
Apesar do ouro não fazer parte da cadeia alimentar dos seres humanos, ele não oferece nenhum risco à saúde ao ser consumido, uma vez que é o metal mais nobre da tabela periódica. No ano de 2016, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA, em inglês) autorizou o uso do composto como um aditivo alimentar na confeitaria, que posteriormente se popularizou em outros alimentos.
“O ouro (22 a 24 quilates) ao ser ingerido, não oxida no organismo, e por não ser transformado em íon, não é absorvido. Ou seja, da mesma forma que ele entra, sai. Sem oferecer qualquer malefício ou benefício, pois não possui nenhum nutriente’’ explica Arthaud.
Além de não causar nenhum impacto negativo ao corpo, o ouro também não acrescenta sabor ou aroma aos pratos, contribuindo somente para o ‘glamour’ da refeição em si.
Por que os pratos com o metal são tão caros?
Ao ouvir a palavra ‘ouro’ acabamos associando o metal como um símbolo de ostentação, o caracterizando como um produto de alto custo. Mas, quando o elemento é utilizado na culinária, o gasto para a confecção dos pratos não é extraordinário.
O ouro sempre foi muito popular na decoração de doces, cafés e licores. Mas, após um tempo, os donos de restaurantes perceberam que era possível utilizar o metal em seus pratos - como em carnes - pois o valor do bem pode variar de R$ 30 a R$ 90. “Como as folhas de ouro são maleáveis, é possível esticá-las facilmente, fazendo com que o produto renda. Dessa forma, o maior custo fica para os apreciadores da culinária, pois o prato carrega uma experiência única e memorável”, esclarece o docente.
Desta forma, é possível realizar o processo de ‘banhar’ a carne em ouro em casa e com qualquer tipo de corte; filé mignon, picanha, contra-filé são exemplos. “É necessário atentar-se somente com a pureza do metal para garantir a segurança do consumo”, finaliza o professor de Química.
Sobre a Plataforma Professor Ferretto - A plataforma é uma das maiores do país no segmento e tem o objetivo de oferecer um ensino de qualidade acessível aos jovens. Atualmente, conta com mais de 50 mil estudantes em todo o país, que se preparam para as provas do Enem e dos vestibulares mais importantes com aulas online. Por meio da plataforma, os candidatos podem fazer o seu próprio cronograma, sem sair de casa para estudar. Nesse espaço virtual, têm acesso a diversos materiais e um total de 10 professores das principais disciplinas, todos altamente qualificados e que uniram forças para ensinar, orientar e dar acesso aos conteúdos.
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