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Vinho branco pode aumentar chances de câncer de pele

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27 janeiro 2017


A ingestão de álcool é prejudicial à saúde, mas o vinho branco pode ser o vilão do momento. Em recente pesquisa divulgada pela revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, nos Estados Unidos, foi contatado que o consumo de bebidas alcoólicas aumentam o risco de desenvolvimento de melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. Câncer esse, que no ano passado no Espírito Santo, pode ter chegado a 120 novos casos a cada grupo de 100 mil habitantes, de acordo com as perspectivas do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Uma taça de vinho branco foi associada ao aumento de 13% de chances de desenvolver um melanoma.  Segundo a pesquisa, as bebidas podem causar câncer devido a substância chamada de acetaldeído, que é produzida no fígado durante a metabolização do álcool. Os vinhos têm quantidades mais altas da substância em sua composição, o que torna o consumo deles mais perigoso.
Em contrapartida os pesquisadores notaram que o vinho tinto e seus antioxidantes protegem contra o efeito do acetaldeído. Já a inofensiva latinha de cerveja associada ao sol da praia pode ser uma combinação de alto risco, o álcool intensifica queimaduras solares, aumenta a sensibilidade da pele à luz, gerando moléculas que danificam as células e provocam câncer. Além de deixar a pessoa mais distraída e vulnerável aos horários que estão expostas ao sol.
“O consumo exagerado de álcool é ruim para a saúde de várias formas, comprovadamente está associado há mais de sete tipos de cânceres como os de boca, garganta, fígado, intestino, mama, útero, reto, pele, pâncreas”, comentou Kítia Perciano, oncologista do Núcleo Especializado em Oncologia (Neon).
O câncer de pele é uma doença que acomete capixabas de várias idades, principalmente as mulheres, acima dos 45 anos, com pele e olhos claros. Mas isso não descarta a doença em homens, e pessoas de todos os tipos de pele. Diferente de outras patologias, o câncer de pele não apresenta sintomas e, sim, sinais. O aparecimento de lesões em áreas expostas pode ser um indício do surgimento da doença.
“Aparecimento de lesões que não cicatrizam, pintas que aparecem, ou crescem e mudam de formato, manchas que sofrem alterações de cor, são sinais que requerem mais atenção e a busca por um especialista”, orientou Kítia, oncologista do Neon.

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