De acordo com dados do estudo da Cushman & Wakefield, volume de transações cresce no quarto trimestre e reforça postura seletiva dos investidores, com foco em ativos de renda previsível e menor risco operacional
O mercado brasileiro de investimentos imobiliários ganhou tração no último trimestre de 2025. De acordo com estudo de Market Beat de Investimentos 4T25 da consultoria Cushman & Wakefield, o período registrou 64 transações, que somaram R$ 13,9 bilhões em volume financeiro e mais de 2,1 milhões de metros quadrados transacionados, marcando uma forte aceleração da atividade frente aos trimestres anteriores.
O preço médio dos ativos negociados foi de R$ 6.293/m², enquanto a taxa média de capitalização ficou em 8,6% ao ano, com diferenças relevantes conforme o perfil e a localização dos empreendimentos. Ativos considerados core, bem localizados e com contratos de longo prazo, seguiram sendo negociados a cap rates mais comprimidos, mesmo em um ambiente de juros elevados.
“O quarto trimestre evidenciou um mercado mais líquido, mas também mais criterioso. Os investidores seguem ativos, porém extremamente seletivos, priorizando imóveis com renda contratada, baixo risco operacional e fundamentos sólidos”, afirma Dennys Andrade, Head de Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield.
Retail lidera em volume financeiro, enquanto industrial avança em área transacionada
O segmento retail foi o destaque do trimestre em volume financeiro, com 29 transações que totalizaram R$ 6,5 bilhões, impulsionadas principalmente por operações envolvendo shopping centers. Já o setor industrial e logístico respondeu por 24 transações, somando R$ 5,3 bilhões e liderando em área negociada, com 1,45 milhão de m², reforçando o apetite por ativos com alta liquidez e demanda estrutural.
No mercado de escritórios, foram registradas 11 transações, que movimentaram R$ 2,0 bilhões, com preço médio de R$ 14.326/m², o mais elevado entre os segmentos analisados. As operações se concentraram em edifícios de padrão superior, localizados principalmente em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
Fundos imobiliários seguem como protagonistas
O estudo aponta ainda que os fundos de investimento imobiliário (FIIs) mantiveram protagonismo nas principais operações do trimestre. A maior parte das transações envolveu ativos já estabilizados, frequentemente com contratos atípicos ou inquilinos de primeira linha, refletindo a busca por fluxos de caixa previsíveis em um cenário macroeconômico ainda desafiador.
“Mesmo com maior concorrência por ativos de qualidade, o mercado mostra maturidade nas decisões de alocação. Há disposição para pagar múltiplos mais elevados quando o risco é bem controlado”, complementa Andrade.
Perspectivas para 2026
Para 2026, a expectativa da Cushman & Wakefield é de continuidade da atividade no mercado de investimentos imobiliários, ainda que em um ambiente seletivo. O cenário favorece oportunidades pontuais, especialmente em processos de reciclagem de portfólio, desalavancagem ou venda de ativos não estratégicos, com maior poder de barganha do comprador.
Sobre a Cushman & Wakefield
A Cushman & Wakefield (NYSE: CWK) é uma líder global em serviços imobiliários corporativos para proprietários e ocupantes com aproximadamente 52.000 funcionários em 400 escritórios e 60 países. Em 2024, seu faturamento foi de US$9.4 bilhões proveniente de suas principais linhas de serviços como gerenciamento de propriedades, facilities, gestão de projetos, locações, capital markets, avaliação imobiliária e outros serviços. É uma empresa reconhecida pelo setor por sua cultura e compromisso com a Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), sustentabilidade e outras ações. Saiba mais em www.cushmanwakefield.com.br ou siga @CushWake no Twitter.
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