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Crises alérgicas aumentam no inverno

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24 junho 2016


Olá!!
De acordo com o Instituto Nacional de Metrologia (Inmet), o inverno de 2016 deve ser o mais rigoroso dos últimos dois anos. No sul e sudeste do Brasil, já no outono o frio pegou de surpresa toda a população – em São Paulo (SP) os termômetros não registravam temperaturas tão baixas desde 1994; em Florianópolis (SC), desde 1901.
Essas condições propiciam o desencadeamento de crises alérgicas: nesta época, intensificam espirros, congestão nasal, falta de ar e, consequentemente, noites mal dormidas. “Com a oscilação de temperatura, qualquer pessoa pode apresentar sintomas respiratórios, mas são pacientes alérgicos os que mais sofrem. Por vezes, mesmo com a asma controlada, tomando todos os remédios corretamente e ficando longe de ácaro e pó, o peito pode chiar, por exemplo”, informa Lucio Colamarino Cury, pediatra, alergista e imunologista, diretor da Clínica Pediátrica Santa Isabella.
O especialista explica que a mudança de tempo pode causar inflamação na mucosa e em seus vasos sanguíneos, criando um edema que congestiona e acumula secreção, podendo levar à crise. “Isso pode acontecer, inclusive, quando ficamos em um ambiente fechado e com ar condicionado”, diz.

 Fique em ambientes ventilados

 A circulação de ar é extremamente importante para evitar o acumulo de pó e bolor. Além disso, o ácaro é o principal agente causador de alergias, podendo proliferar-se nos colchões e travesseiros, cuja umidade e materiais orgânicos são favoráveis a sua reprodução; por isso, devem estar sempre limpos e serem trocados periodicamente, além do uso de capas antiácaro.
Durante a faxina, recomenda-se que o alérgico use máscara com filtro, haja vista que mofo, aspiradores de pó (com filtro H.E.P.A., que filtra ácaros) com funcionamento irregular e cobertores que soltam fios facilitam a existência dos agressores. “Porém, alergia não é o único problema respiratório do inverno, uma vez que nesse período é comum o aumento de casos de gripes, resfriados e infecções bacterianas, justamente pela tendência de permanecer em ambientes fechados, sendo os portadores de alergia respiratória os que têm maior risco de complicações”, pontua Cury.
O ar condicionado é outro vilão, como afirma o alergista: “ele diminui a umidade do ar e, concomitantemente, resseca e inflama a mucosa da via aérea, assim como a secreção, que fica mais espessa e receptiva a vírus e bactérias, tornando-se um ótimo meio de cultura para predispor infecções”.

 Proteja-se

 Apesar de ser quase impossível, é fundamental tentar evitar as mudanças de temperaturas – principalmente aquelas que sofremos quando saímos de um ambiente quente para um frio, ou vise-versa.
“Pacientes alérgicos têm mais problemas com as infecções virais, assim recomendamos que tomem todas as vacinas disponíveis. Muitos de meus pacientes asmáticos foram contaminados pela H1N1, por exemplo, e ficaram muito debilitados, inclusive indo para a UTI”, conta o dr. Lucio.
A atenção com a saúde no inverno deve ser redobrada, haja vista que os sinais da alergia podem ser semelhantes ao da gripe ou resfriado comum. Assim, é importante seguir as instruções dadas por Cury para se proteger e curtir a estação mais fria do ano.

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