Banho quente sem susto: cuidados com o chuveiro elétrico no inverno - Joana D'arc

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07 julho 2026

Banho quente sem susto: cuidados com o chuveiro elétrico no inverno

A Sil Cabos Elétricos explica por que o disjuntor pode desarmar durante o uso do chuveiro e como evitar problemas nas instalações elétricas

Banhos quentes e demorados podem contribuir com uma sobrecarga elétrica e atrapalhar o momento relax, especialmente em residências com instalações mais antigas ou com itens inadequados | Imagem: divulgação

Com o inverno, o chuveiro elétrico passa a ser ainda mais exigido nas residências, já que os banhos tendem a ficar mais quentes e relaxantes. Em casas com mais de um banheiro, a cena é clássica: duas pessoas resolvem tomar banho ao mesmo tempo e, de repente, o disjuntor desarma. Em outros casos, a família decide trocar o chuveiro por um modelo mais potente, em busca de mais conforto nos dias frios, e o problema se repete: o disjuntor cai novamente.


Mas, afinal, por que isso acontece? Para abordar dilemas comuns dos consumidores, a Sil Cabos Elétricos, líder nacional no segmento de condutores elétricos de baixa tensão, explica quais são os principais fatores que podem causar esse tipo de inconveniente, os riscos para as instalações elétricas, além dos cuidados necessários para evitar acidentes, especialmente na hora de um bom banho. Confira!


Quando o consumo passa do limite


Primeiramente, é importante entender o que é uma sobrecarga elétrica. Essa situação ocorre quando o consumo elétrico supera o valor definido para um determinado circuito. Por isso, equipamentos de alto consumo precisam contar com uma proteção adequada e, em muitos casos, exclusiva. Essa função é desempenhada pelo disjuntor, responsável por proteger o circuito elétrico contra momentos de sobrecarga e curto-circuito.

Nos dias mais frios, é comum o hábito de abrir um ‘fiozinho’ de água para manter a temperatura quente do chuveiro elétrico | Imagem: divulgação

No caso do chuveiro elétrico, o cuidado deve ser ainda maior em comparação com outros aparelhos. “Por se tratar de um aquecedor de água e de um dos equipamentos que mais exige da instalação elétrica nas residências brasileiras, o chuveiro deve contar com circuito elétrico exclusivo, com condutores e disjuntor dimensionados de acordo com sua potência e tensão”, comenta Nelson Volyk, engenheiro de produtos da Sil Cabos Elétricos.


Além disso, por questões de segurança, de acordo com a norma NBR 5410, também não é permitido o uso de plugues e tomadas na conexão de aquecedores de água.


Troca de modelo


Em busca de conforto e de um banho ainda mais quente, muitas pessoas trocam o modelo do chuveiro por um mais moderno. No entanto, essa substituição não deve ser feita sem antes avaliar se a instalação elétrica existente está preparada. “Quando o consumo do chuveiro é maior do que a capacidade do circuito, podem ocorrer desarmes frequentes do disjuntor, aquecimento dos cabos, sobrecargas e riscos à segurança”, relata Nelson.


Dessa forma, é preciso entender que a corrente elétrica exigida pelo chuveiro deve ser menor ou igual ao valor nominal do disjuntor. Ao mesmo tempo, o valor do disjuntor deve ser menor ou igual à capacidade de condução de corrente do condutor elétrico, como na relação abaixo:

(Corrente elétrica do circuito ≤ Valor nominal do disjuntor ≤ Capacidade de corrente do cabo)

O chuveiro elétrico deve contar com disjuntor exclusivo, responsável por proteger o circuito elétrico contra sobrecargas. Uma das vantagens do dispositivo é que ele pode ser rearmado manualmente após a identificação e correção do problema, diferentemente do fusível, que precisa ser substituído depois | Imagem: Kleison Leopoldino - Pexels

É preciso escolher um equipamento elétrico compatível com as necessidades e as condições do imóvel. Por isso, é equivocado pensar que, quanto maior a potência, melhor será o chuveiro para qualquer casa”, explica Volyk.

 

 127 V ou 220 V: o que muda na instalação?


Outro ponto de atenção é a tensão disponível na instalação elétrica. Como no Brasil existem diferenças entre regiões, é possível encontrar chuveiros de 127 V ou 220 V. Por isso, cada aparelho deve ser escolhido e instalado de acordo com a tensão disponível, as características do circuito e as orientações do fabricante, sempre com o apoio de um profissional especializado.


A forma de alimentação elétrica do chuveiro também pode variar. Em circuitos de 127 V, normalmente são utilizados um condutor fase e um condutor neutro. Já em 220 V, a ligação pode ocorrer por fase e neutro ou por duas fases, dependendo da configuração da rede elétrica.

Essa diferença influencia diretamente a escolha do disjuntor. Quando o circuito é formado por fase e neutro, a fase passa pelo disjuntor e o neutro sai do barramento específico no quadro de distribuição. Já quando o chuveiro é alimentado por duas fases, ambas precisam ser protegidas por um disjuntor bipolar, capaz de interromper os dois condutores ao mesmo tempo. Por isso, a instalação deve sempre ser avaliada por um especialista no assunto.


Uma casa, dois chuveiros

Se a residência tiver dois ou mais chuveiros elétricos, cada um deve contar com seu próprio circuito, composto por disjuntor e condutores elétricos exclusivos. São esses condutores que levam a energia do quadro de distribuição até o respectivo equipamento, garantindo que a instalação esteja dimensionada de forma mais segura e adequada ao consumo exigido.

Imagem: divulgação

“Se dois chuveiros estiverem ligados no mesmo disjuntor e forem utilizados ao mesmo tempo, esses estarão praticamente dobrando o consumo elétrico, e o disjuntor passará a trabalhar em sobrecarga, desarmando depois de um tempo”, explica Nelson.

Em caso de curto-circuito, o disjuntor desarma em fração de segundo, mas quando há sobrecarga leva um tempo maior. No entanto, quanto maior a sobrecarga, menor é esse intervalo. Portanto, se os dois chuveiros forem utilizados na sua máxima potência, o disjuntor irá desarmar mais rapidamente.


Importância do projeto


Resumindo, para evitar problemas como esses, no momento de construir ou reformar o lar, é necessário contar com um projeto elétrico baseado na norma NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Assim não haverá sustos, inconvenientes, nem aumento de consumo desnecessário por perdas elétricas e impactos na conta de energia.


Por isso, no projeto para a construção de uma casa existem vários pontos, como o projeto estrutural, hidráulico e o elétrico, sendo que a somatória de todos esses pontos vai garantir uma construção segura e durável”, completa Volyk.

 

Sobre Sil Cabos Elétricos 

A trajetória da Sil Cabos Elétricos começou em 1956 com a fundação da Elétrica Danúbio por Silvio Barone. O sucesso da loja de materiais elétricos levou à expansão do negócio, e, em 1974, adquiriu uma pequena fábrica para iniciar a produção de fios e cabos elétricos próprios, dando origem à Sil. 


Hoje a Sil é uma empresa nacional de referência no mercado de condutores elétricos de baixa tensão, empregando mais de 500 colaboradores e utilizando tecnologia avançada para garantir a qualidade e eficiência de seus produtos. A empresa transforma cobre de alto grau de pureza e utiliza compostos isolantes específicos para a produção de cabos para instalações elétricas de até 1 kV, atendendo a projetos residenciais, comerciais e industriais. Além disso, oferece soluções como cabos para solda, dados e sistemas fotovoltaicos.  


Em 2022 a Sil atingiu um volume de produção equivalente a 22 voltas ao redor da Terra, evidenciando sua grande capacidade produtiva. Ao celebrar 50 anos em 2024, a Sil continua a ser reconhecida por sua excelência com prêmios como o Anamaco, ABREME, Top of Mind e Melhor Produto do Ano pelo Grupo Revenda. Em 2024 e 2025 foi reconhecida pelo Instituto MESC sendo a Melhor Empresa do Ano em seu segmento em Satisfação do Cliente, ficando entre as 100 Melhores Empresas do Brasil e como uma das empresas em destaque em Qualidade. 


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