Vitiligo: conheça os mitos e as verdades sobre a doença - Joana D'arc

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25 junho 2026

Vitiligo: conheça os mitos e as verdades sobre a doença

No Dia Mundial do Vitiligo, especialista explica as causas, os tratamentos disponíveis e desfaz equívocos que ainda cercam a doença.
 

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 Apesar de afetar cerca de 1% da população mundial, o vitiligo ainda é cercado por desinformação e preconceitos. A doença autoimune, caracterizada pelo surgimento de manchas esbranquiçadas na pele devido à destruição dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pode surgir em qualquer idade e impactar não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional dos pacientes.


A data de 25 de junho marca o Dia Mundial do Vitiligo, criado para ampliar a conscientização sobre a doença e combater o estigma que ainda acompanha quem convive com a condição. A escolha da data faz referência ao cantor Michael Jackson, um dos casos mais conhecidos mundialmente de pessoas diagnosticadas com vitiligo.

 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a doença costuma surgir antes dos 30 anos e tem origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Embora não seja contagiosa nem represente risco direto à vida, ainda desperta dúvidas e concepções equivocadas.

 

Para a dermatologista e coordenadora nacional da pós-graduação em Dermatologia da Afya Educação Médica, Dra. Maria de Fátima Maklouf, ampliar o acesso à informação é fundamental para reduzir o preconceito. “O vitiligo não deve ser motivo de exclusão social. Quanto mais a população compreende a doença, maiores são as chances de combatermos estigmas e garantirmos acolhimento e qualidade de vida para os pacientes”, afirma.


Mitos e verdades sobre o vitiligo


Mito: o vitiligo é causado por nervosismo


Embora o estresse emocional possa influenciar o surgimento ou a evolução das lesões em algumas pessoas, ele não é considerado a causa da doença. “O vitiligo tem origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos, imunológicos e ambientais. O estresse pode funcionar como um gatilho em indivíduos predispostos, mas não é responsável pelo desenvolvimento da doença por si só”, explica a especialista.


Mito: as manchas sempre aumentam e se espalham pelo corpo


A evolução do vitiligo varia de paciente para paciente. Enquanto algumas pessoas apresentam progressão rápida, outras permanecem anos com a doença estabilizada. “Existe a falsa ideia de que as manchas inevitavelmente vão se espalhar. Na prática, cada caso apresenta um comportamento diferente e a evolução não segue um padrão único. É preciso avaliar clinicamente cada caso”, destaca.


Verdade: pessoas com vitiligo precisam redobrar os cuidados com o sol


As áreas despigmentadas possuem menor proteção natural contra a radiação ultravioleta, tornando-se mais vulneráveis a queimaduras. “O uso diário de protetor solar é indispensável para quem convive com o vitiligo. Além de proteger a pele, essa medida ajuda a prevenir danos causados pela exposição excessiva ao sol”, orienta.

 

Mito: não existe tratamento para o vitiligo


Embora ainda não haja cura definitiva, os avanços da dermatologia ampliaram significativamente as opções terapêuticas disponíveis. “Hoje contamos com recursos capazes de controlar a progressão das lesões e, em muitos casos, promover uma melhora importante da repigmentação da pele. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por um especialista”, explica.


Verdade: o vitiligo vai além de uma questão estética


Além das alterações na pele, a doença pode afetar a autoestima, a confiança e as relações sociais dos pacientes. “Muitas pessoas enfrentam desafios emocionais decorrentes do preconceito e da exposição das lesões. Por isso, o cuidado com o paciente deve considerar não apenas a saúde da pele, mas também os aspectos psicológicos envolvidos na convivência com a doença”, conclui a dermatologista.


Referências

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Sobre a Afya


A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.768 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC, com mais de 26 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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