Metabolismo lento existe? Entenda por que o corpo nem sempre responde como você espera - Joana D'arc

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09 abril 2026

Metabolismo lento existe? Entenda por que o corpo nem sempre responde como você espera

Médico explica por que o emagrecimento não depende de um único fator e como o corpo utiliza energia

Você já teve a sensação de fazer tudo certo, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física  e, ainda assim, o peso não reduzir como esperado? Essa é uma das dúvidas mais comuns entre pessoas que buscam emagrecer e, muitas vezes, a explicação recai sobre o chamado “metabolismo lento”. O tema ganha ainda mais relevância diante do avanço da obesidade no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2025), cerca de 2,3 bilhões de adultos estão acima do peso, sendo aproximadamente 700 milhões com obesidade. Diante desse cenário, entender como o corpo utiliza energia, e o que, de fato, interfere no acúmulo de gordura, ganha importância.

O médico Edson Ramuth, fundador e CEO da rede Emagrecentro, referência em emagrecimento saudável e estética corporal, o metabolismo corresponde ao conjunto de reações bioquímicas responsáveis por manter funções vitais, como respiração, circulação e produção de energia. “A taxa metabólica basal representa o consumo energético necessário para manter o organismo em funcionamento em repouso. Esse valor varia entre indivíduos e sofre influência de composição corporal, sexo e regulação hormonal”, explica.

Existe metabolismo lento?

Segundo o médico especialista, não é o principal responsável pelo ganho de peso. “Na prática clínica, observamos que o aumento de gordura corporal está mais relacionado ao desequilíbrio entre ingestão e gasto calórico ao longo do tempo. Essa variação existe entre indivíduos, mas não explica sozinha a dificuldade no emagrecimento”, afirma.

O Dr. Ramuth destaca, ainda, que o corpo pode passar por adaptações importantes. “Após períodos de restrição calórica ou perda de peso significativa, o organismo reduz o consumo de energia como mecanismo de defesa. Esse fenômeno, conhecido como adaptação metabólica, dificulta a continuidade do emagrecimento e exige ajuste de estratégia”, complementa.

O que realmente influencia o gasto energético

O consumo de energia é determinado por uma combinação de aspectos biológicos e comportamentais. “A quantidade de massa muscular é um dos principais determinantes, já que se trata de um tecido metabolicamente ativo. Além disso, fatores genéticos e alterações hormonais, como disfunções da tireoide e resistência à insulina, interferem diretamente nesse equilíbrio”, explica o médico. O estilo de vida também tem papel decisivo. “Alimentação inadequada, sedentarismo, privação de sono e níveis elevados de estresse impactam a regulação hormonal e favorecem o acúmulo de gordura. O resultado é consequência da interação entre esses elementos ao longo do tempo”, completa.

Diante da complexidade desses fatores, a orientação profissional é fundamental. “A avaliação clínica permite identificar alterações hormonais, metabólicas e comportamentais que interferem no ganho de peso. A partir disso, é possível estruturar uma estratégia individualizada, baseada em evidências científicas”, afirma. O médico também destaca a importância do acompanhamento contínuo. “O monitoramento ao longo do tempo permite ajustes mais precisos nas condutas e favorece resultados mais consistentes”, conclui.

Sobre o Emagrecentro

Referência nas áreas de emagrecimento e estética corporal, a rede foi fundada em 1986 e entrou para o franchising em 1994. A marca é a única franquia de emagrecimento no mundo com metodologia aprovada por trabalho científico, que oferece o método patenteado e certificado, desenvolvido pelo Dr. Edson Ramuth, denominado Método 4 fases.

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