A Úlcera Venosa Crônica é o desfecho da Insuficiência Venosa Crônica (IVC), doença multifatorial que resulta em uma lesão de pele que ocorre quando o sangue não flui corretamente nas veias das pernas, provocando inchaço, dor e feridas abertas. Essa condição é considerada crônica, pois pode levar meses ou até anos para cicatrizar, causando grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. Mesmo após cicatrização total, não consideramos cura e sim remissão, diante da condição crônica.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, a Úlcera Venosa Crônica afeta cerca de 1,5 milhão de pessoas no Brasil, sendo mais comum em mulheres e idosos. Além disso, estima-se que 70% das úlceras crônicas são de origem venosa, o que evidencia a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado. Sabe-se que fatores como obesidade, sedentarismo, histórico familiar e doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, podem aumentar o risco de desenvolvimento dessa condição.
“Existem poucos estudos de prevalência sobre a Úlcera Venosa Crônica, uma comorbidade da vida moderna, que acomete especialmente pessoas com vida sedentária e prevalece entre os idosos e mulheres acima dos 40 anos. Já considerado um problema de saúde pública no mundo todo, está no ranking das doenças crônicas mais difíceis de serem tratadas, pois exige o envolvimento de profissionais de diversas áreas, além de um tratamento mínimo de 12 semanas,” explica a Dra. Paula Freitas, enfermeira e professora adjunta do departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo.
Segundo a profissional, o tratamento da comorbidade envolve uma abordagem multiprofissional, que inclui medidas para melhorar a circulação sanguínea, como o uso de meias de compressão, e tratamento de possíveis infecções. Em casos mais graves, pode ser necessário realizar procedimentos cirúrgicos para reparar as veias danificadas. Diante da alta prevalência da Úlcera Venosa Crônica no Brasil, “é importante que a população esteja ciente dos sintomas e busque ajuda médica ao perceber qualquer alteração, inchaço ou dores nas pernas. Além disso, é fundamental adotar hábitos saudáveis e realizar exames de rotina para prevenir o surgimento dessa e outras condições de saúde,” alerta Dra. Paula, Doutora em saúde coletiva, que também é especialista em enfermagem dermatológica e cardiovascular, com experiência em terapia intensiva, centro cirúrgico e saúde coletiva.
Pacientes com úlcera venosa crônica necessitam do uso constante de curativos especiais, já que eles ajudam a acelerar os processos de cicatrização e a proteger a feridas de infecções. Como forma de auxiliar e gerenciar a convivência com as feridas causadas pela Úlcera Venosa Crônica, consideradas hiperexusdativas, a Cutimed, marca da unidade de negócio de Saúde e Medicina do grupo Essity, líder global em higiene e saúde, acaba de lançar no mercado brasileiro uma inovação com tecnologia avançada: o Sorbion Sorbact. O produto se diferencia dos demais curativos do mercado nacional, pois consegue fechar as feridas com tratamento, por ter alta absorção do exsudato e de odores, além de uma tecnologia antimicrobiana biofísica, proporcionando mais conforto e segurança para os pacientes.
Outros benefícios do produto são a possibilidade de reduzir as trocas de curativos, reduzindo assim o tempo de enfermagem, e por consequência, custos para a saúde pública. A tecnologia de alta absorção de exsudato ainda permite que o paciente faça uma viagem mais longa, por exemplo, melhorando assim a sua vida social, uma vez que consegue evitar tantas trocas de curativos pelos fluidos que a ferida libera.
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