Hérnia Inguinal: Quando Adiar a Cirurgia Pode Transformar um Problema Simples em Emergência - Joana D'arc

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21 agosto 2026

Hérnia Inguinal: Quando Adiar a Cirurgia Pode Transformar um Problema Simples em Emergência

Responsável por cerca de 75% das hérnias da parede abdominal, a hérnia inguinal é mais frequente entre os homens e pode evoluir para complicações que exigem cirurgia de urgência. Especialista explica os tipos, as opções de tratamento e os principais riscos de adiar a cirurgia.

A hérnia ocorre quando uma estrutura localizada dentro da cavidade abdominal encontra uma área de fragilidade na parede muscular e passa por essa abertura, formando uma protuberância na região da virilha. Embora possa surgir em homens e mulheres, a hérnia inguinal é significativamente mais comum entre os homens.

 

“A presença da hérnia e o tratamento cirúrgico, normalmente, não são causas de infertilidade. Embora possíveis, também não são comuns as complicações no tratamento pós-operatório. Atualmente, existem diferentes técnicas para a correção da hérnia, incluindo a cirurgia convencional, laparoscópica e robótica. A escolha depende das características de cada paciente e deve ser feita por um especialista”, explica o Dr. Ernesto Alarcon, cirurgião geral especialista em videolaparoscopia.

 

Nem toda hérnia inguinal é igual

 

Existem dois tipos principais de hérnia inguinal: direta e indireta. Embora apresentem a mesma localização, elas surgem por mecanismos diferentes.

 

Hérnia inguinal indireta

 

A hérnia indireta ocorre quando uma estrutura intra-abdominal passa por uma região de fragilidade e pode avançar para dentro da bolsa que envolve o testículo, através do chamado anel herniário.

 

Hérnia inguinal direta

 

Na hérnia direta, a protrusão ocorre diretamente por um ponto enfraquecido da parede abdominal. A fragilidade permite que uma estrutura da cavidade abdominal atravesse o tecido muscular e forme a hérnia.

 

Apesar das diferenças, os dois tipos podem provocar sintomas semelhantes, como aumento de volume na virilha, sensação de peso, desconforto ou dor, principalmente durante esforços físicos, tosse ou levantamento de peso.

A hérnia inguinal não costuma desaparecer espontaneamente em adultos. Com o passar do tempo, ela pode aumentar e provocar desconforto cada vez maior. Quando não existem contraindicações ao procedimento, a correção cirúrgica é indicada para evitar a progressão do quadro e reduzir o risco de complicações.

 

O número de cirurgias para correção de hérnias chega a quase 1 milhão de procedimentos por ano, mostrando a frequência desse tipo de problema.

 

“Quando não há nenhuma contraindicação para a realização do procedimento cirúrgico, a hérnia inguinal e a incisional podem e devem ser operadas, evitando assim a piora do quadro com o passar do tempo e suas possíveis complicações, como o rompimento da hérnia e o chamado estrangulamento herniário, que vai exigir um procedimento urgente”, explica o Dr. Ernesto Alarcon.

 

Quando uma hérnia vira emergência?

 

Um dos principais riscos de adiar o tratamento é o chamado estrangulamento herniário. Isso acontece quando o conteúdo que passou pela abertura da parede abdominal fica preso e tem seu suprimento de sangue comprometido.

 

Nessa situação, o quadro pode evoluir rapidamente e exigir uma cirurgia de emergência. Por isso, alterações como aumento repentino da protuberância, dor intensa, endurecimento da região ou dificuldade para recolocar a hérnia para dentro do abdômen não devem ser ignoradas.

 

Cirurgia convencional, laparoscópica ou robótica?

 

Atualmente, existem diferentes técnicas para a correção da hérnia inguinal. A cirurgia convencional, a videolaparoscopia e a cirurgia robótica podem ser utilizadas, dependendo das características da hérnia, das condições clínicas do paciente e da avaliação do cirurgião. Não existe uma técnica única que seja a melhor para todos os pacientes.

 

“A escolha da técnica cirúrgica deve ser individualizada. O tamanho e o tipo da hérnia, o histórico do paciente e suas condições de saúde são fatores importantes para definir a abordagem mais adequada”, destaca o especialista.

 

 

Créditos:

Dr. Ernesto Alarcon

Cirurgião Geral especialista em videolaparoscopia e atuação com enfase em Cirurgia Geral e Digestiva. Clinica em SP

Cirurgias de hérnias, vesículas,vasectomia,Bariátrica,  entre outros.

Coordenador e Chefe de Equipes Médicas em Alguns Hospitais em São Paulo.
https://drernestoalarcon.com.br                                             

@drernestoalarcon

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