Embora a integração dos ambientes tenha como premissa a eliminação de barreiras físicas, a parede representa muito mais do que um elemento divisor entre espaços. Na arquitetura de interiores, ela mantém a função de delimitar áreas, contribuir para a identidade visual do projeto, valorizar elementos decorativos e influenciar diretamente a percepção das proporções e da organização espacial.
E se por muito tempo os tons neutros predominaram nas tintas, papeis de paredes e outros revestimentos, essa realidade mudou bastante nos últimos anos. Segundo a arquiteta Cristiane Schiavoni, a paleta com cores expressivas ganhou abertura nos projetos justamente pelo intuito de adicionar personalidade aos ambientes.
“Uma construção cromática mais viva modifica o ambiente tanto pela conexão que promove no layout, como pela intenção de criar um ponto específico de interesse. Nada é realizado de forma aleatória e o fundamental é trabalhar o círculo cromático para alcançar o efeito pretendido em harmonia com as demais áreas”, pontua.
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