Famílias e educadores podem adotar estratégias para cultivar o amor pelos livros e contribuir para o desenvolvimento integral das novas gerações

Celebrado em 29 de outubro, o Dia Nacional do Livro homenageia a fundação da Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1810. Desde os primeiros registros em papiro, passando pelo pergaminho e pelo papel, até chegar aos livros digitais, os formatos de leitura evoluíram ao longo dos séculos, acompanhando as transformações da sociedade e da tecnologia.
Nos dias atuais, conteúdos digitais têm conquistado o interesse de crianças e adolescentes e, de acordo com a psicopedagoga e escritora infantojuvenil Paula Furtado, pais e educadores precisam criar estratégias inovadoras para aproximar os jovens da literatura e estimular o prazer de ler de modo adaptado às suas novas formas de aprender.
Algumas dicas podem ajudar a incentivar esse hábito. Confira.
1. Transforme os livros em protagonistas dos momentos em família
Demonstrar entusiasmo pelas obras e compartilhar histórias com as crianças são formas de despertar o interesse pela leitura desde cedo. É importante respeitar o ritmo de cada criança e apresentar as narrativas como oportunidades de descoberta e diversão, e não como uma obrigação.
2. Use a tecnologia como aliada
Livros interativos, aplicativos educativos, jogos e QR Codes com acesso a vídeos e músicas podem tornar a experiência literária mais envolvente. Quando utilizada de forma complementar, a tecnologia favorece o processo de aprendizagem e contribui para tornar a experiência literária mais atrativa e acessível, despertando a curiosidade das crianças pelas histórias.
3. Respeite as preferências e descubra novos interesses
Oferecer livros de diferentes gêneros e assuntos é uma maneira de identificar os temas que mais despertam a curiosidade dos pequenos. Recomendações personalizadas e recursos multimídia também podem ajudar crianças e adolescentes a descobrir novas obras de acordo com suas preferências e seu nível de compreensão.
4. Crie experiências literárias dentro e fora da escola
Professores podem incentivar a participação em clubes de leitura, comunidades literárias on-line, debates sobre livros e encontros virtuais com autores. Projetos interdisciplinares que integrem literatura e tecnologia também ajudam a tornar o aprendizado mais dinâmico e significativo.
5. Incentive novas descobertas
Para crianças que apresentam dificuldades ou pouco interesse inicial pelos livros, recursos digitais podem facilitar o contato com as histórias. A adaptação dos conteúdos ao ritmo e à compreensão de cada leitor contribui para uma experiência mais acolhedora, favorecendo a construção gradual do hábito de ler e o prazer pela descoberta.
Neste Dia Nacional do Livro, o objetivo é que os adultos incentivem o hábito de ler desde a infância, mostrando que os livros podem ser portais mágicos para descobertas, aventuras e novos conhecimentos. “Com o apoio da família e da escola, e o uso da tecnologia de forma complementar, é possível despertar nas novas gerações o prazer de ler e o interesse por aprender continuamente”, conclui Paula.

Sobre Paula Furtado
Paula é pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia (Facon-SP), Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP.
A especialista em educação atende crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado, incluindo casos complexos envolvendo traumas e situações de vulnerabilidade emocional. Em seu perfil no Instagram (@paulafurtadopf), reúne conteúdos direcionados a pais e educadores e compartilha a rotina do seu trabalho com dicas práticas e reflexões baseadas em sua sólida experiência em mediação de leitura, educação especial e neuropsicopedagogia.
A pedagoga também ministra cursos para formação de educadores nas instituições de ensino público e particular e realiza palestras para pais sobre a importância de contar histórias.
Autora de mais de 100 livros infantojuvenis e criadora de jogos pedagógicos inovadores, Paula também escreve para revistas especializadas em educação e infância. A especialista em educação exerceu a função de coordenadora e supervisora psicopedagógica em diversas publicações infantis (Contos de fadas, Lendas e Folclore) com Girassol Brasil e MSP Estúdios.
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