Artista leva ao palco repertório que mistura raízes nordestinas e experimentação eletrônica em apresentação no Rio de Janeiro, no dia 26 de junho
Fotos: Michael William @michaelwillianphoto
O cantor e compositor Fitti sobe ao palco do Teatro Rival Petrobras no dia 26 de junho para apresentar ao público o show de “Transespacial”, seu álbum de estreia em formato autoral. O trabalho marca um momento decisivo na trajetória do artista, tanto pela consistência estética quanto pela construção de uma identidade sonora única.
Produzido por Zé Nigro, vencedor de dois Latin Grammys, o disco constrói uma linguagem que integra ritmos do Nordeste, sintetizadores, beats eletrônicos e atmosferas espaciais. O resultado é uma sonoridade envolvente e contemporânea, que ganha ainda mais força na experiência ao vivo.
Ao longo do repertório, o público poderá acompanhar faixas que traduzem diferentes camadas do projeto, transitando entre momentos mais introspectivos e passagens de maior intensidade rítmica. As músicas do álbum se conectam como partes de uma narrativa maior, guiada por texturas, emoção e poesia, revelando um artista atento às próprias vivências e aberto à experimentação.
“Transespacial” explora temas como autoconhecimento, pertencimento, sensibilidade e expansão emocional, refletindo a profundidade do universo criativo de Fitti. Cada faixa contribui para a construção desse percurso sensorial, no qual tradição e futurismo dialogam de forma orgânica.
O reconhecimento veio também no cenário internacional: o álbum foi indicado ao Latin Grammy Awards 2025 na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa, consolidando seu impacto artístico e crítico.
No palco, a proposta ganha novas dimensões, com arranjos e interpretações que ampliam a experiência do disco e reforçam a potência de Fitti como um dos nomes em ascensão na música brasileira.
“Este projeto é muito especial para mim e sem dúvidas é um marco importantíssimo na minha carreira, vai ser incrível apresentar esse disco para o Teatro Rival, uma casa tão importante para a música brasileira. Espero todos vocês lá, vai ser lindo”, comenta Fitti.
A turnê do projeto teve início em São Paulo no último mês em São Paulo, na Casa Natural Musical, e vai percorrer o Brasil durante os próximos meses.
SERVIÇO:
Data: 26 de Junho (Sexta-feira)
Horário: 19h30
Endereço: Rua Álvaro Alvim ,33 - Subsolo, Rio de Janeiro - Rio de Janeiro
Ingressos disponíveis no site: Link
Bio Fitti:
Cantor, compositor, ator e produtor musical, Fitti (28 anos) - é um dos nomes mais singulares da cena contemporânea brasileira. Natural de Recife, começou a cantar aos 14 anos, explorando os palcos locais e desenvolvendo uma identidade artística que atravessa gêneros, linguagens e formatos da música ao audiovisual, do teatro aos grandes palcos do país.
Recife é seu berço afetivo e criativo. “Sou um bairrista nato”, costuma dizer. Foi na capital pernambucana que construiu sua essência como artista e como pessoa. Cresceu em uma casa onde a música era presença constante: “painho e mainha cantavam pelas estradas, pelas alegrias e pelas tristezas do cotidiano”. Dessa vivência nasceu sua relação orgânica com o canto - primeiro nos “shows” improvisados na sala de casa e no pátio do colégio, depois em eventos e casas de espetáculo de Pernambuco.
Suas referências musicais revelam a amplitude de seu repertório afetivo: de Flávio José a Cátia de França; de Anastácia a Groundation; de Ney Matogrosso a Tom Jobim; de Núbia Lafayette a Gilberto Gil; de Chico Science a Lhasa de Sela. Essa diversidade molda uma sonoridade que ele próprio define com naturalidade: “Faço, de fato, Música Brasileira”. O termo MPB o abraça, mas sua obra vai além de rótulos, combinando nordestinidade, lirismo, intensidade e um timbre inconfundível.
Em 2024, lançou seu primeiro álbum, Transespacial, com produção assinada por Zé Nigro. O disco, um conjunto de vivências e sensações maturadas ao longo dos anos, marcou um divisor de águas em sua trajetória e rendeu uma indicação ao Grammy Latino 2025, tornando Fitti o primeiro cantor transmasculino da história do prêmio a receber essa indicação. O projeto consolidou sua presença autoral e sua força interpretativa dentro da nova música brasileira.
No mesmo período, participou do projeto O Novo Sempre Vem, a convite de João Marcello Bôscoli, em parceria com os Estúdios Na Trama e a TV Cultura, revisitando ao vivo faixas de Transespacial e apresentando inéditas, acompanhado por uma banda de excelência. Já o single mais recente, “Postal de Amor”, dirigido musicalmente por Pupillo e artisticamente por Marcus Preto, antecipa um novo momento criativo e aponta para os próximos passos de sua carreira.
Paralelamente à música, Fitti construiu uma trajetória consistente no audiovisual e no teatro. Antes de sua transição de gênero, estreou na série Só Se For Por Amor, produção original da Netflix lançada em 2022, dirigida por Joana Mariani, Gisele Barroco e Ana Luiza Azevedo. No teatro, integrou o elenco do espetáculo musical Dominguinhos - Isso Aqui Tá Bom Demais, com dramaturgia de Silvia Gomez e direção de Gabriel Fontes Paiva, em cartaz por grandes capitais brasileiras.
Em 2025, esteve no palco do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, participando da homenagem a Chitãozinho & Xororó ao lado de Vanessa da Mata, interpretando uma versão potente de “Galopeira”.
O que diferencia Fitti na cena atual é a junção entre sua nordestinidade, sua transmasculinidade, seu timbre singular e sua forma particular de interpretar canções. Sua arte é atravessada por identidade, coragem e sensibilidade, qualidades que o colocam como uma voz essencial da música brasileira contemporânea.
Atualmente, Fitti se dedica à criação e produção de Fitti Canta Ney, tributo a Ney Matogrosso que revisita a obra de um dos artistas mais emblemáticos da música brasileira sob uma perspectiva autoral e contemporânea. Mais do que uma homenagem, o show propõe um diálogo entre gerações, corpos e linguagens artísticas, reafirmando a liberdade estética como potência criativa. Com direção musical de Pupillo e direção artística de Marcus Preto, o espetáculo deve percorrer o Brasil em temporada especial, consolidando um novo capítulo na trajetória de Fitti - agora em conexão direta com o legado de um de seus maiores referenciais.
Fitti também estreou em maio a turnê de “Transespacial”, álbum que lhe rendeu indicação ao Grammy em 2025.
Sobre o Teatro Rival:
Inaugurado em 1934, período áureo da Cinelândia, o Teatro Rival abriu suas portas com a peça “Amor”, de Oduvaldo Vianna. Esse sentimento de amor à arte e à cultura brasileira norteia nossos ideais e trajetória até hoje.
Sob o comando do fundador Américo Leal, o Teatro Rival foi um dos principais palcos do teatro de revista. Mais tarde, abrigou toda a geração do chamado teatro rebolado. Durante a ditadura militar, o caráter alternativo da casa foi enfatizado com os seus famosos shows de travestis.
De Grande Otelo, Oscarito e Dercy Gonçalves a Rogéria, Jane di Castro e Divina Valéria, o Rival sempre foi referência da vanguarda carioca. Já sob minha direção, o Rival tornou-se o berço de gerações de artistas da música popular brasileira: Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Alcione, Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila, João Nogueira, Cauby Peixoto, Elza Soares, João Bosco, Emílio Santiago, Luiz Melodia, Ivan Lins, Cássia Eller, Lenine, Adriana Calcanhotto, Seu Jorge e tantos outros artistas lançados, valorizados ou resgatados.
Enfrentamos ditaduras, diversas obras no centro da cidade, e vencemos os vários planos econômicos fracassados. Resistimos à pandemia de Covid, mantendo-nos como porto seguro para nossos artistas e nosso mais querido público.
Em 2024, o teatro comemorou 90 anos, voltando a assinar Teatro Rival Petrobras. A parceria entre Rival e Petrobras – que foi bem sucedida entre 2001 e 2019 – retornou com a energia e a potência da cultura brasileira.
O compromisso com a cultura é mais firme do que nunca. A cultura é a alma do povo, e o Rival faz parte da alma carioca, oferecendo bom humor, irreverência, ousadia e criatividade ao nosso público, sempre com qualidade artística.
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