Perda auditiva pode estar ligada a quase metade dos casos de demência no Brasil - Joana D'arc

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15 abril 2026

Perda auditiva pode estar ligada a quase metade dos casos de demência no Brasil

Estudo aponta  a perda auditiva entre os principais fatores modificáveis associados à demência; Uso de aparelhos auditivos surge como estratégia de proteção cognitiva

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,5 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum grau de perda auditiva, número que pode chegar a 2,5 bilhões até 2050. Já a demência afeta atualmente mais de 55 milhões de pessoas em todo o mundo.


Um relatório recente da The Lancet Global Health (2024) aponta que a perda auditiva, condição que afeta cerca de 20% da população mundial, especialmente pessoas acima dos 50 anos, está entre os principais fatores de risco para demência, Segundo o estudo, indivíduos com perda auditiva apresentam risco significativamente maior de desenvolver demência em comparação com aqueles sem alterações auditivas. Apesar disso, a condição ainda é amplamente subdiagnosticada e subtratada, ampliando seus impactos na qualidade de vida e na cognição ao longo do envelhecimento.


No Brasil, cerca de 48,2% dos casos de demência podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis. A perda auditiva aparece entre os três principais determinantes da doença no país, ao lado de baixa escolaridade e hipertensão.


A pesquisa reforça a importância de ações como:

  • ampliação do acesso a exames auditivos;
  • diagnóstico precoce;
  • uso de aparelhos auditivos quando indicado;
  • campanhas de conscientização sobre os impactos da perda auditiva.


Diante do envelhecimento acelerado da população brasileira, o estudo aponta que investir em prevenção (com foco na audição), pode ser decisivo para reduzir o avanço da demência no país.


Um fator de risco com alto potencial de prevenção

O uso de aparelhos auditivos contribui para a melhora da comunicação, redução do isolamento social e aumento da estimulação cognitiva — fatores diretamente relacionados à saúde do cérebro. Embora nem todos os estudos apontem efeitos imediatos na cognição, há evidências robustas de que, especialmente em populações de maior risco, a intervenção pode ter impacto significativo na preservação das funções cognitivas.


“A perda auditiva não tratada pode acelerar o declínio cognitivo, pois priva o cérebro de estímulos essenciais e impacta diretamente a comunicação e a interação social. O diagnóstico precoce e o uso de aparelhos auditivos, quando indicados, são medidas fundamentais não apenas para a qualidade de vida, mas também como estratégia de prevenção”, explica a fonoaudióloga e diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA, Gisele Munhoes dos Santos. 


Diante desse cenário, a perda auditiva passa a ser vista não apenas como uma questão sensorial, mas como um importante ponto de atenção em estratégias de prevenção da demência. O diagnóstico precoce e o acesso a tratamentos, como os aparelhos auditivos, podem desempenhar um papel fundamental na promoção do envelhecimento saudável.


De acordo com a especialista, a atenção à saúde auditiva deve começar antes mesmo do surgimento de sintomas mais severos. 


Muitas pessoas demoram a buscar ajuda, o que pode agravar o quadro. Quanto antes identificarmos e tratarmos a perda auditiva, maiores são as chances de preservar as funções cognitivas ao longo do tempo”, completa Gisele.


Sobre WSA


A WSA é líder global em saúde auditiva, dedicada a ajudar milhões de pessoas a recuperar o prazer de ouvir por meio de tecnologia avançada, inovação contínua e mais de 140 anos de expertise. Desenvolve aparelhos auditivos reconhecidos pelo som natural, design inovador e soluções recarregáveis que transformam a experiência do usuário. Seu portfólio reúne marcas líderes globais, oferecendo alta performance, conforto e conectividade para diferentes perfis de perda auditiva.


No Brasil, a WSA atua com uma ampla rede de varejo especializada, originada da aquisição da Comunicare, além de uma rede nacional de revendedores das marcas Signia, Widex, Audibel, AudioService e Rexton garantindo atendimento de excelência e adaptação personalizada. Guiada pelo propósito de “desbloquear o potencial humano por meio do som”, amplia o acesso à saúde auditiva.

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