Livro "Criança solidária" propõe um itinerário prático para pais e educadores cultivarem a solidariedade desde a infância e formarem adultos mais empáticos, conscientes e preparados para viver em comunidade
Em um tempo em que a solidariedade costuma ganhar visibilidade apenas diante de tragédias, um novo livro propõe uma mudança de rota: ensinar crianças a transformar o cuidado com o outro em prática cotidiana. Essa é a essência de “Criança solidária – Um itinerário para ensinar o valor da solidariedade às crianças”, lançamento da Literare Books International, que promete impactar lares e salas de aula em todo o país.
A obra parte de uma pergunta provocadora: e se a solidariedade deixasse de ser reação à dor coletiva e passasse a ser escolha diária? Com linguagem acessível, exemplos inspiradores e atividades práticas, o livro convida pais, educadores e as próprias crianças a assumirem um papel ativo na construção de uma cultura de empatia e cooperação.
Baseada em pesquisas de instituições renomadas, a autora demonstra que atitudes solidárias cultivadas na infância reverberam na vida adulta, influenciando a formação de indivíduos mais empáticos, resilientes e verdadeiramente bem-sucedidos. O sucesso, aqui, não é medido por acúmulo de bens, mas pela capacidade de amar, compartilhar e se comprometer com o bem comum.
Ao longo das 256 páginas, o leitor encontra histórias reais que dão concretude ao tema: educadoras dedicadas à formação integral de seus alunos, um jovem youtuber que utiliza as redes para o bem, uma família de médicos que integra solidariedade à prática profissional e uma voluntária movida pela paixão de servir. São narrativas que mostram que pequenos gestos (dividir, ouvir, ajudar, cuidar) podem desencadear transformações profundas.
No prefácio, a solidariedade é apresentada não como ideologia, mas como experiência viva, capaz de libertar a alma da lógica individualista e consumista que marca parte da sociedade contemporânea. O texto propõe uma inversão de valores: priorizar o que vale, não o que custa; formar crianças não apenas para competir, mas para conviver; ensinar que dependemos uns dos outros para sermos felizes.
O prólogo reforça esse chamado ao destacar que, no Brasil, a mobilização solidária costuma emergir com força diante de catástrofes. O livro, contudo, sugere outro caminho: cultivar a generosidade nos momentos ordinários da vida. A solidariedade, defendem suas páginas, não deve ser reflexo do medo ou da dor, mas escolha consciente e amorosa.
A autora, Marcia Bortolanza, é psicóloga, contabilista, empresária e empreendedora social. Paraense, atua há anos como voluntária e mobilizadora de pessoas e recursos no Terceiro Setor. Desde 2021, vem se destacando no cenário editorial com obras voltadas à formação humana e ao fortalecimento de valores. Best-sellers como “E depois que o coração aperta?” e “Menos espelhos e mais janelas” consolidaram sua trajetória como escritora comprometida com o impacto social positivo. Casada há 38 anos e mãe de dois filhos, Marcia também é palestrante e defensora de políticas públicas voltadas às populações vulneráveis.
Em “Criança solidária, adulto bem-sucedido”, ela apresenta seu projeto editorial mais exigente e sua primeira obra confessional, construída com apoio de educadoras experientes na formação integral da juventude. O resultado é um livro que alia fundamentação teórica, espiritualidade, relatos inspiradores e orientações práticas, oferecendo um verdadeiro itinerário formativo para famílias e escolas.
A obra se apresenta como um convite: plantar sementes hoje para colher adultos emocionalmente saudáveis, conscientes de seu papel social e comprometidos com uma sociedade mais justa e acolhedora. Afinal, como defende a autora, solidariedade é como uma pequena planta: precisa ser cultivada diariamente para que, no tempo certo, floresça e transforme o mundo ao redor.

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