O novo álbum do Who On Earth, intitulado It Takes The Village, é um marco na carreira da banda de New Jersey. Lançado em 8 de maio de 2026, o disco consolida a sonoridade que eles vêm lapidando desde o debut Blame (2022), misturando o peso do Heavy Metal clássico com a sensibilidade melódica do Hard Rock e toques de Rock Progressivo.
Sob a produção refinada de Mike Orlando (Adrenaline Mob), o álbum traz 12 faixas que equilibram agressividade e introspecção. Aqui está uma análise faixa a faixa:
Resenha Faixa a Faixa
1. Vigilance
A abertura não perde tempo. Com um riff galopante que remete imediatamente ao Iron Maiden, a faixa estabelece o tom de "alerta" do álbum. Os vocais de Coosh estão mais potentes do que nunca, alternando entre o drive agressivo e refrãos épicos.
2. Any Other Way
Esta é uma releitura de "Black Swan" (do primeiro álbum). A nova roupagem é superior: a produção dá mais profundidade às camadas de guitarra e a letra sobre aceitação e o passado ganha um peso emocional maior com o arranjo atualizado.
3. Shadows
Uma das músicas mais sombrias do disco. O baixo de Pete Rizzi guia a estrofe com um timbre denso antes de explodir em um refrão "arena rock". O solo de guitarra aqui é um dos destaques técnicos do álbum.
4. Good Man Down
Aqui a banda flerta com o Grunge e o Metal Alternativo dos anos 90, lembrando um pouco Alice in Chains. É uma faixa mais lenta, focada no groove da bateria de Joe D'Aqui e em uma harmonia vocal bem trabalhada.
5. Closer
Uma canção de transição interessante que foca na dinâmica de "silêncio e barulho". Ela começa contida e cresce para um clímax bombástico, mostrando a maturidade da banda em estruturar composições mais longas.
6. Too Close
Uma "pedrada" direta. É a música mais curta e energética da primeira metade, ideal para os shows ao vivo. O foco aqui é o riff principal, que é puramente viciante.
7. Double or Nothing
Traz uma pegada mais Hard Rock clássico, com um espírito de "tudo ou nada". É uma faixa divertida, com um solo de guitarra que exala a técnica e o feeling característicos de Mike Orlando na produção.
8. Monster!
Provavelmente a música mais pesada do álbum. A letra aborda os demônios internos e a instrumentação acompanha essa angústia com afinações baixas e uma levada de bateria muito técnica.
9. Oh, Set Me Free
Uma balada poderosa (power ballad) que dá fôlego ao ouvinte. Mostra o lado mais vulnerável da banda, com uma performance vocal emocionante e um arranjo que cresce de forma orquestral.
10. We Don't Belong Here
Uma crítica social direta. A faixa é rápida e tem uma urgência punk misturada ao metal, questionando o estado atual do mundo e a sensação de deslocamento.
11. Ascension
A penúltima faixa é quase progressiva. Com várias mudanças de tempo e uma atmosfera espacial, ela serve como a preparação para o grande final, elevando a energia do disco.
12. The Unbeaten
O álbum encerra com uma nota de triunfo. É um hino de resiliência que resume a mensagem de It Takes The Village: a força encontrada na coletividade e na persistência. Um encerramento grandioso para um álbum muito sólido.
It Takes The Village prova que o Who On Earth não é apenas mais uma banda de "revival". Eles têm uma identidade própria que respeita os gigantes (Sabbath, Maiden, Metallica), mas olha para o futuro do gênero com composições inteligentes e produção impecável.


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