Com o aumento do tempo ao ar livre, chegam também dúvidas frequentes entre os pais de crianças: bebê pode usar protetor solar? E repelente? Qual produto aplicar primeiro? Para orientar as famílias, o pediatra Dr. Miguel Liberato reforça os cuidados essenciais para garantir uma estação mais segura para as crianças.
Segundo o especialista, o uso de repelentes é seguro na infância, desde que respeitadas a idade e a formulação adequada. “Bebês menores de seis meses não devem usar repelente. Nessa fase, a proteção deve ser feita com roupas leves, mosquiteiros, telas e evitando horários com maior presença de insetos”, explica. A partir dos seis meses, porém, o uso já é permitido. “Os repelentes à base de icaridina são uma excelente opção, pois são bem tolerados pela pele infantil e eficazes contra diferentes insetos”, afirma. Dos seis meses aos dois anos, a aplicação costuma ser de uma vez ao dia e, após essa idade, pode chegar a duas aplicações diárias, sempre seguindo o rótulo. Ele também orienta atenção à composição do produto. “Prefira produtos infantis, hipoalergênicos, sem perfume e, de preferência, sem desreguladores endócrinos”, ressalta.
Em relação ao protetor solar, o cuidado também varia conforme a idade. “Crianças menores de seis meses não devem usar protetor solar. A recomendação é evitar sol direto, priorizar sombra, chapéus e roupas com proteção UV”, detalha o pediatra. Após essa idade, o produto já pode ser incluído na rotina. “O ideal é escolher protetor solar infantil com FPS 30 ou mais, filtros físicos ou minerais, resistente à água e sem álcool ou fragrâncias fortes”, orienta. A aplicação deve ser feita antes de sair de casa e reaplicada a cada duas horas, ou após contato com água e suor, sem esquecer áreas como orelhas, pescoço, mãos e pés.
Por fim, o Dr. Miguel esclarece a dúvida mais comum do verão: a ordem de aplicação. “A regra é simples: primeiro o protetor solar, depois o repelente. Assim, protegemos a pele contra os danos do sol e, ao mesmo tempo, prevenimos doenças como dengue, zika e chikungunya”, conclui.
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