Agência cearense analisa avanço da inteligência artificial no planejamento de viagens e aponta novo comportamento dos turistas
A inteligência artificial vem consolidando seu espaço como uma das principais ferramentas no planejamento de viagens em 2026, impactando diretamente a forma como turistas escolhem destinos, montam roteiros e vivem suas experiências. A análise é da agência cearense Balanço Viagem, que acompanha de perto as mudanças no comportamento dos viajantes.
O movimento acompanha um cenário global de crescimento do turismo. Dados recentes indicam que o mundo já ultrapassou a marca de 1,5 bilhão de viajantes internacionais, com uma demanda cada vez maior por praticidade, personalização e eficiência na hora de planejar.
Nesse contexto, a tecnologia tem papel central. Estudos apontam que mais de 60% dos viajantes já utilizam ferramentas digitais ou inteligência artificial durante o planejamento, seja para buscar destinos, comparar preços ou estruturar roteiros.
Com o avanço dessas plataformas, o comportamento do consumidor também mudou. Hoje, muitos viajantes buscam soluções rápidas e acessíveis, acreditando que a tecnologia, por si só, é suficiente para garantir as melhores escolhas.
Segundo a Balanço Viagem, esse cenário reforça a importância de uma atuação mais estratégica no setor.
“Hoje nosso principal concorrente é a própria internet e a inteligência artificial. Existe uma percepção de que basta acessar plataformas ou utilizar ferramentas digitais para encontrar as melhores opções, mas quando falamos de experiência completa, existem muitos outros fatores envolvidos”, explica Matheus Fernandes, sócio da agência.
Esse novo momento também acompanha o crescimento do turismo de experiência. Levantamentos indicam que até 89% dos viajantes priorizam vivências durante as viagens, como cultura local, gastronomia e entretenimento, o que exige um planejamento mais detalhado.
Para Yuri Ramos, o diferencial está na forma como a tecnologia é utilizada dentro desse processo.
“A tecnologia é uma aliada importante, mas é na união entre tecnologia e curadoria humana que a experiência realmente acontece. A inteligência artificial organiza dados, enquanto o olhar humano interpreta, adapta e garante que tudo funcione na prática”, destaca.
Outro ponto relevante é que, embora mais de 70% dos viajantes prefiram ferramentas digitais pela praticidade, muitos ainda enfrentam dificuldades em situações mais complexas, como imprevistos, ajustes de roteiro e tomada de decisões durante a viagem.
Para a Balanço Viagem, o futuro do setor passa justamente pela integração entre tecnologia e atendimento especializado, unindo agilidade, inteligência de dados e experiência prática para entregar viagens mais completas.
“Estamos vivendo uma nova fase do turismo, onde informação não é mais o diferencial. O que realmente importa é transformar essa informação em uma experiência que funcione do início ao fim”, conclui Matheus Fernandes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário