Por muito tempo, a batata-doce foi confinada a um rótulo estreito: comida de quem faz dieta ou vive na academia. Fora desse contexto, passou a ser evitada, questionada ou vista como um “carboidrato perigoso”. Essa leitura, no entanto, não se sustenta quando analisada sob a ótica da nutrologia e da fisiologia humana.
“Existe uma tendência atual de simplificar demais os alimentos, como se eles fossem vilões ou heróis isolados. A batata-doce é um exemplo clássico de como isso distorce a realidade”, explica o nutrólogo Dr. Gustavo de Oliveira Lima.
Vitamina A em níveis elevados e com segurança
Um dado que costuma chamar atenção é o fato de uma batata-doce média assada poder fornecer até 400% da necessidade diária de vitamina A. A informação procede, com uma ressalva essencial, essa vitamina aparece na forma de betacaroteno, um antioxidante que o organismo converte em vitamina A ativa apenas na quantidade necessária.
“Quando a vitamina A vem do alimento, o corpo regula essa conversão. Não existe o mesmo risco de excesso que vemos em suplementações mal orientadas”, esclarece o médico.
A vitamina A participa diretamente da saúde dos olhos, da pele e das mucosas, além de exercer papel relevante na imunidade e na renovação celular, funções que vão muito além da estética.
Um carboidrato que respeita o metabolismo
Diferentemente dos carboidratos refinados, a batata-doce apresenta digestão mais lenta quando preparada de forma simples, como cozida ou assada. Isso favorece uma liberação gradual de energia, reduz picos glicêmicos e ajuda no controle da fome ao longo do dia.
“O problema nunca foi o carboidrato em si, mas o excesso e a forma como ele é consumido. A batata-doce, dentro de um contexto equilibrado, costuma ajudar mais do que atrapalhar”, afirma Dr. Gustavo.
Essa característica explica por que o alimento pode ser utilizado tanto por quem busca emagrecimento quanto por pessoas que precisam sustentar energia física e mental sem oscilações bruscas.
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