Onde foi que eu me perdi de mim? - Joana D'arc

Destaque

02 janeiro 2026

Onde foi que eu me perdi de mim?





Onde foi que eu me perdi de mim? Onde o brilho dos meus olhos se apagou? O espelho reflete um resto de mim Mas a alma grita o que o medo calou. Eu conto os passos, o som da chave no portão O coração dispara em oração Esperando que a noite passe sem dor Mas não há paz onde não existe amor.

Dói o corpo, mas a alma dói mais Pelo tempo perdido, pelos meus "tantos faz" Eu lembro da mulher que eu costumava ser Antes de aprender a me encolher.

A violência não tem desculpa, mas tem fim. Eu escolho, enfim, cuidar de mim. Sua denúncia é a voz que salva vidas, A ponte sagrada pra terras prometidas. Não é o fim da história, é o recomeçar É o direito sagrado de voltar a respirar.

As marcas invisíveis são as que mais pesam As palavras que cortam, as mãos que desprezam. Disseram que era o meu destino aguentar Mas eu nasci pra vida, não pra me anular. Retomo o meu nome, retiro o véu Vou buscar o azul que roubaram do meu céu.

Não tenha medo de soltar essa corrente O mundo lá fora te espera, sorridente. A sua voz é um trovão que quebra o silêncio Um ato de amor de um valor imenso. Fala por você, fala pelas outras Tira a mordaça das nossas bocas!

O sol nasceu... A tempestade passou. Eu denunciei... E a vida voltou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário