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Obesidade infantil, como prevenir? Confira dicas

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13 setembro 2016


Uma criança “fofinha” ou “gordinha”, apesar de sua aparência simpática, pode ser vítima de um mal quase invisível: a obesidade infantil.
Uma das doenças que mais cresce no mundo, o sobrepeso já é um problema maior do que a desnutrição no Brasil e, se continuar assim, pode reduzir a qualidade e a expectativa de vida das gerações que estamos criando.
É difícil reconhecer que a criança está acima do peso ou obesa. Esse é o resultado de pesquisas britânicas e espanholas, que apontaram que 30% a 45% dos pais não identificam o excesso de peso nos próprios filhos. Além de massa acima do indicado para a altura e a idade da criança, elas também podem ou não apresentar compulsão alimentar e falta de ar.
A obesidade também pode ter como consequências para a saúde níveis de colesterol e triglicérides altos, diabetes tipo II, pressão alta e problemas no coração.
Apenas os pais são capazes de combater a obesidade infantil. Não se pode esperar que as crianças desistam de comer um chocolate ou saiam da frente do videogame, pois elas são apenas crianças que não compreendem as consequências desses hábitos para a sua vida.
Os adultos, que já sabem dos perigos que a doença provoca, é que devem incentivá-las a fazer escolhas saudáveis, já que é possível reverter o quadro.
Nenhum pai deseja ver seu filho com fome, muito menos passando vontade. No entanto, para evitar a obesidade nas crianças, que já atinge 1 em cada 3 pequenos brasileiros, não é preciso de nenhum excesso.
Além de predisposição genética ou ambiental, os fatores que mais acarretam na doença são os hábitos de vida, como a alimentação, o sedentarismo e o sono.

Peso do bebê durante a gestação

Quando a mãe engorda mais do que o recomendado durante a gravidez, o desenvolvimento do tecido de gordura no bebê tende a se tornar mais intenso no primeiro ano de vida.
Mães subnutridas dão à luz a filhos que demandam mais alimentação e que têm facilidade de estocar energia, por motivos ainda não explicados pela ciência médica.
Já as gestantes diabéticas estimulam o pâncreas do bebê a liberar mais insulina, aumentando o número de células adiposas e fazendo com que o filho nasça com peso exagerado e com maior risco de ser obesa quando criança e diabética quando adulta.

O tipo de parto mais seguro contra a obesidade

Pesquisas da Universidade de Harvard demonstraram que bebês nascidos de cesáreas têm 15% mais chances de serem obesos em comparação com aqueles que nasceram de parto normal.
Uma possível explicação está relacionada à falta de contato com as bactérias do canal vaginal materno, que ajudam a compor a flora intestinal, que influencia não só na saúde mental, mas também na taxa metabólica.
Esse é só mais um motivo para avaliar a necessidade da operação em um país como o Brasil, campeão mundial em cesarianas.

A força do exemplo dos pais

O ambiente em que a criança vive é mais influente que os fatores genéticos quando se trata de obesidade. Dessa forma, mesmo que os estudos apontem que filhos de pai e mãe com sobrepeso ou obesos tenham 50% mais chances de desenvolver a doença, a cultura da família vale muito: em um lar onde não existe controle sobre o que se ingere, onde ninguém pratica atividade física e onde não há uma rotina definida estimula a criança a ser obesa também.

A importância das escolhas saudáveis

A maioria das crianças prefere ingerir alimentos calóricos e industrializados. Cabe aos responsáveis garantir que elas não vão comer determinado alimento naquele momento, ao invés de proibi-las. A atitude, embora dolorosa a curto prazo, causará um efeito positivo para evitar ou reverter a obesidade nos filhos.
A melhor forma de reduzir as porções altamente calóricas e pouco nutritivas do cardápio infantil é com uma dieta equilibrada de seis refeições diárias, ao invés de comer o tempo todo ou ingerir muita comida de uma vez só.
Carboidratos, proteínas, verduras, legumes e frutas devem ser presentes na alimentação da criança todos os dias. O leite também, em 4 porções diárias, exceto se a criança ainda está sendo amamentada do peito, pois o aleitamento materno é um fator de proteção contra a obesidade por toda a vida.

A importância da atividade física

Embora possuam um metabolismo naturalmente acelerado, as crianças precisam gastar entre 2.500 e 3.000 calorias por semana. Ou seja: elas não podem passar tempo demais na frente da TV, do computador ou do tablete ou dormindo.
Pesquisas do Hospital das Clínicas de São Paulo comprovaram que mais de quatro horas de TV ao dia estão associadas à obesidade infantil.
Não é preciso matricular a criança em aulas de práticas esportivas se o orçamento não permitir ou se ela não se identificar, mas ela deve fazer algum tipo de atividade. Brincar na rua, andar até a escola e frequentar o parque são exercícios simples, mas que já estimulam as crianças a se movimentarem, perdendo calorias e reduzindo a gordura do corpo.

A importância de uma boa noite de sono

Uma noite mal dormida pode ser sinônimo de desequilíbrio hormonal, como a redução da leptina, responsável pela sensação de saciedade, e do GH, o “hormônio do crescimento”, que estimula o desenvolvimento dos músculos e a queima de gordura. Enquanto isso, a grelina, que provoca a vontade de comer, e o cortisol, que incentiva a compulsão alimentar, só aumentam.
Se a respiração da criança estiver normal, o ambiente estiver propício para o descanso e o horário de dormir estiver sendo respeitado, é recomendável levá-la a uma clínica ou hospital infantil para detectar a alteração. Muitas vezes ela é causada devido ao estresse e a ansiedade, principalmente durante a adolescência.

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