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Entrevista

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03 outubro 2011


isis de Anils entrevista a autora Joana D'arc A­­­. da Silva. Aos 25 anos já tem publicado 7 livros onde trata de assuntos polêmicos, tais como, pedofilia, drogas, AIDS, homossexualismo, violência contra a mulher,etc.As obras já estão disponíveis em pdf e impresso. 


1-Sites na internet têm favorecido muito a vida de escritores desconhecidos, pois possibilitam a publicação de seus livros gratuitamente e sob demanda. Você faz parte dessa nova rede de escritores que publicam online. É mesmo fácil publicar pela internet? Que desafios você tem enfrentado?

Sites como Clube de Autores  e AGBOOK, são de grande ajuda pra novos escritores como eu, que não tenho condições financeiras para publicar seus livros. E é muito fácil publicar um livro, é só se cadastrar e começar a publicar seus livros. O único desafio, é que tenho que divulgar sozinha meu trabalho. Seria de grande ajuda, se esses sites, também ajudassem na divulgação de nossos trabalhos.


2-Em suas obras você aborda temas delicados, tais como, violência contra mulher, suicídio, 
drogas e AIDS. Esses problemas não são novos e continuam aumentando no Brasil. Existe uma  solução para acabar com eles ou pelo menos amenizá-los?

Se nossos governantes investissem em educação, o povo teria informação e com certeza não teríamos tantos problemas. Mas, é muito melhor para o governo, manter o povo ignorante, pois assim é mais fácil manipular. Quem sabe mais, tem que respeitar quem sabe menos. E como fazer isso? Transmita o que você sabe, para quem sabe menos, já um bom começo.


3-Para você, o Brasil é um país de poucos leitores (pessoas que consomem livros), ou essa realidade está mudando com a terceira revolução, a chamada revolução informacional?

Hoje em dia, com a internet tudo ficou mais fácil, se você quer um livro ou ouvir uma musica, é só fazer um dowload. Por isso, as pessoas começaram a ler mais, pois o acesso a literatura ou cultura ficou mais fácil.

4-No seu perfil do twitter você nos surpreende com a seguinte frase: “Sou o que ninguém vê”. Você acha que a humanidade está cega em algum sentido?

Sim, a humanidade está individualista. Isso não é certo, temos que pensar no bem de todos, não só no nosso. Temos que mostrar nossa indignação com as injustiças, que acontecem no mundo e não tapar os olhos. Mas, infelizmente é isso que muitas pessoas fazem.

5-O filósofo Jean-Jacques Rousseau diz que o homem nasce bom e a sociedade o corrompe. Você já foi vítima de BULLYING e é autora de livros que retratam a dura realidade brasileira. Diante do que passou e tendo como base seus relatos, você concorda com a frase do filósofo ou acha que o homem já nasce mau?

Acredito que algumas pessoas já nascem com má índole, e por isso, a sociedade acaba as corrompendo.


6-Em seu Blog você comenta que já sofreu depressão e que chegou a fazer terapia em conjunto. Mas disse que a terapia em grupo não foi uma experiência positiva, pois você saía de lá se sentindo uma anormal diante das outras pessoas. Então, no seu caso, a terapia reforçou o problema ao invés de te ajudar? O que você recomenda para as pessoas que sofrem depressão?

Não ajudou, pois lá todos nós falávamos de nossos medos e problemas, quando saia de lá, ficava com meus problemas e o dos outros na cabeça, por isso parei de fazer a terapia. Como não tinha com quem falar, comecei a escrever. Se você for um depressivo, procure ajuda medica, converse com alguém de sua confiança, e escreva também sobre o que você está sentindo. Escrever é a minha terapia.

7-Joana d´Arc foi uma importante personagem da história francesa durante a Guerra dos Cem AnosEla é considerada uma das mulheres mais fortes e guerreiras que o mundo já conheceu. A Joana d´Arc do século XXI, autora de livros e poesias, teria algo em comum com essa ilustre personagem?

Além do nome, também me considero uma mulher forte  e guerreira, pois luto por meus objetivos e meus ideais. Não mudo de opinião para agradar ninguém.

8-Você costuma falar muito sobre a morte em seus escritos. Você a teme?

Não! Na vida só temos certeza de que um dia todos iremos morrer, então não devemos ter medo. A morte faz parte da vida.

9-Em uma poesia de seu Blog chamada “memórias”, você coloca o amor sem fim como uma memória sob uma cova fria. É esse o destino de quem ama para você? Comente!

Se você perdeu alguém que você amava, sim. Eu perdi minha irmã, mas tem pessoas que perdeu o pai, a mãe, o filho e etc. E toda vez que vamos ao cemitério, lembramos dos momentos em que tivemos com a pessoa amada, por isso eu digo: "Memória sob uma cova fria".


10-De maneira geral em suas poesias, você se refere ao passado como algo muito doloroso. Outras vezes, ele te dá saudade. Lembrar o passado é o seu maior dilema? Qual seria o seu maior conflito consigo mesma?

Sim! Apesar de me fazer sofrer, não consigo esquecer o passado. E por isso, acabo em conflito, pois o passado sempre se faz presente.


11-Em seu livro Arddhu, você narra a história de uma personagem que mantém contato com o mundo dos espíritos. Você até comenta que se essas coisas tivessem acontecido no passado a personagem seria condenada a fogueira. E acrescenta dizendo que, hoje, a sociedade coloca no manicômio, pessoas com alguma sensibilidade aflorada. Então, você acredita que a maioria das pessoas que vão parar em clínicas e hospitais psiquiátricos são na realidade médiuns incompreendidos?

Médiuns famosos, em sua juventude, acabaram internados em Clinicas Psiquiátricas. Acredito que uma pessoa que tenha mediunidade e que não saiba lidar com ela acabe internada em uma Clinica Psiquiátrica. Mas, isso não quer dizer que todos os pacientes de um Manicômio ou de uma Clinica Psiquiátrica sejam médiuns.


12-Um papel que você interpretaria se fosse chamada para atuar no cinema?

Se eu fosse atriz gostaria de interpretar Anita Garibaldi, a corajosa heroína brasileira.


13-Uma palavra que resuma seus escritos?

Verdade, pois odeio mentira. E em meus escritos, sempre digo a verdade sobre o que estou sentindo  e tento sempre passar essa verdade para meus leitores.


ou

twitter: @isisdeanils

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