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Critica sobre meu livro Solitude

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09 fevereiro 2011


Parabéns pelo seu relato e coragem! Ai, ainda estou impactada com a história e fico relembrando que olhei seu mapa natal e fiquei sem sua interação para aquela situação tão forte. Você não me contou nada, então na astrologia se o cliente não falar nada de sua história pessoal o astrólogo fica a ver navios e o mapa natal não serve pra nada. Bem, agora posso compreender alguma coisa.

A seguir, minha crítica a seu livro:


A MULHER DAS FERIDAS SAGRADAS

No xamanismo, costuma-se interpretar as histórias de vida, os traumas, as dores vividas e sentidas pelos xamãs como "feridas sagradas", feridas que não cicatrizam nunca! Sempre, num dia ou outro, voltam a abrir a frágil casca e sangrar novamente. Seria como relembrar das situações traumáticas e entender como isso afetou drasticamente nossa vida, nos remetendo à consciência de trilhar pelo caminho sagrado. E trilhar por esse caminho é que nos faz melhor, mais plenos como homens e mulheres. Portanto, xamãs! E Joana, sem dúvida nenhuma, é xamã!

O Grande Espírito, nessa vida, apresentou a ela esta lição de vida. Agora, provavelmente, resgatando tudo o que passou, compartilha generosamente com todos sua experiência. Seu relato é comovente, muito embora afirme que há passagens de ficção.
 
Joana é guerreira e aqui nos empresta suas armas para que continuemos a luta, a vida, o trilhar pelo caminho. Quantas pessoas lerão este livro e não lembrarão também pela amarga experiência do abandono, da humilhação, da violência doméstica, do aborto - que num determinado momento - não tinha outra alternativa? Quantos de nós não temos um caso semelhante ao da Joana? Eu mesma tenho, o de abortos espontâneos sem razão médica nenhuma, apesar de ter realizado muitos exames e pesquisas!? Esta é minha ferida sagrada! 

Joana é sobrevivente, assim como eu e você. Um livro, no mínimo, inquietante, que suscita questionamentos de temas dolorosos e polêmicos como aborto, adoção, alcoolismo e violência doméstica, abuso sexual infantil, abandono, racismo, preconceito. 

Joana, parabéns pela sua força interior. O seu debate proposto aqui está iniciado.

Porto Alegre, 14 de outubro de 2010.
 
Cristina Lewis, astróloga e jornalista.

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